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Capítulo 5 – Os filtros e obstáculos


Trabalho fora da área de formação


Agora imagina que você se formou na universidade “que alívio, parabéns, agora sua vida está feita!“.

Você finalmente está habilitado pra trabalhar na área que você sonhou desde o vestibular (ou antes). Mas se nesse momento você quiser começar a trabalhar, ainda existe um obstáculo: o mercado.

A oferta e os tipos de emprego disponíveis em algum momento dependem da conjuntura econômica do país e do mundo, o que não tem nada a ver com o sistema educacional.

Existem dois lados independentes: de um lado, o sistema educacional está a cada ano entregando uma certa quantidade de profissionais e do outro, o mercado de trabalho absorve uma certa quantidade de profissionais.

O problema é que essas quantidades dificilmente são iguais. Na prática, acontece um desses dois cenários:

   - mais profissionais do que vagas: parte dos profissionais fica desempregado ou só consegue emprego em outra área.

   - menos profissionais do que vagas: além de conseguir emprego, os profissionais tendem a ser bem pagos, porque existe uma competição entre as empresas por esses profissionais.

Essa avaliação tem que ser feita olhando pra cada área do mercado (por exemplo, engenharia, saúde, comércio, humanidade, etc.) e pra cada região.

Em um mesmo momento, vão ter áreas com mais profissionais do que vagas e outras com menos. Às vezes estão sobrando profissionais em algum lugar e faltando em outro.

Quando a quantidade de alunos que se formam em uma área de mercado é maior do que a quantidade de vagas de emprego oferecidas nela, o fenômeno mais evidente é o desemprego e todo mundo já ouviu falar sobre isso.

Mas existe outra possibilidade indesejada que é menos comentada: a mudança de área de trabalho, ou seja, a pessoa consegue um emprego, mas não na área que ela se formou, o que normalmente reduz o seu salário. Isso pode acontecer por 2 motivos: a pessoa só conseguiu um emprego em outra área ou a própria pessoa quis mudar de área.

Os dados do último Censo brasileiro (2010)* dizem o seguinte: em média, só 1 a cada 3 formados trabalha na sua área de formação.

* https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/fora-da-area-16839233

Esse número varia entre as áreas, por exemplo, na área da saúde são 60% (3 a cada 5) dos formados que trabalham na área, já nas áreas de humanidade e artes são 12% (1 a cada 8) que conseguem trabalhar na área em que se formaram.





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